A Cadeia Têxtil e de Confecções – Cadeia T&C é um sistema que engloba a produção das fibras ou filamentos têxteis, aviamentos, tecidos e artefatos confeccionados, além do processo de distribuição e comercialização.

A produção de fibras e filamentos têxteis é dividida em dois segmentos:
Natural: fibras ou filamentos de origem animal (lã, seda, alpaca, etc.) e vegetal (algodão, linho, rami, juta, etc.),
Artificial: constituído por duas classes: fibras naturais ou regeneradas com base polimérica, obtidas pelo tratamento de matéria-prima natural vegetal ou animal; e fibras sintéticas com base polimérica, sintetizadas do petróleo, do carvão mineral, etc.

A manufatura das fibras e filamentos gera os tecidos classificados como tecidos planos, malhas e não-tecidos. Os tecidos são usados para fabricar peças de vestuário (roupas e acessórios), artigos para o lar (cama, mesa e banho) e artefatos técnicos (sacarias, encerados, fraldas, correias, automotivos, etc.). Os tecidos passam por processos de beneficiamento (limpeza e desengomagem, aplicação de corantes e acabamentos funcionais) para melhorar as características físicas e químicas do tecido.

Integram ainda essa cadeia de valor os serviços relacionados ao desenvolvimento e comercialização do produto que envolve designers, fotógrafos, produtores e outros profissionais de moda.

Segundo o IEMI – Instituto de Estudos e Marketing Industrial a Cadeia T&C produziu em 2014, cerca de R$ 126 bilhões, ou seja, 5,6% do valor total da produção da indústria brasileira de transformação; além disso conseguiu gerar 1,6 milhão de postos de trabalho neste mesmo período, ou o equivalente a 16,9% do total de trabalhadores alocados na produção industrial nesse ano. Apesar da importância para economia brasileira, a Cadeia T&C possui apenas 0,4% do mercado mundial, enquanto que a Ásia possui cerca de 50%, com destaque para China.

Estar atento à dinâmica dos mercados externos, às inovações do setor e às novas demandas dos consumidores são aspectos significativos para o desenvolvimento das organizações brasileiras que integram este setor.

Em Pernambuco as empresas do setor se localizam na Região Metropolitana do Recife onde estão concentradas as marcas de maior expressão em agregação de valor, com grande aceitação na capital e presença também em outros mercados nacionais, inclusive como irradiador de tendências de moda; e na Região do Agreste, onde se estima a existência de pelo menos 14.000 empreendimentos, entre formais e informais, e mais de 100.000 pessoas envolvidas diretamente, responsáveis pela maior parte da produção no Estado. O chamado Polo do Agreste abrange as cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Caruaru, Surubim e outras circunvizinhas (Agrestina, Brejo da Madre de Deus, Cupira, Riacho das Almas, Taquaritinga do Norte e Vertentes). A expressividade da produção na região atrai consumidores de todo o Nordeste e de algumas outras regiões do país, notadamente o Norte e o Centro-Oeste. Representantes distribuídos nos estados garantem uma penetração da confecção do Agreste em praticamente todo o território nacional.

Apesar de sua importância para a economia do estado, esse polo industrial ainda carece de profissionalização. Muitas empresas encontram-se ainda na informalidade, e algumas fases do processo produtivo podem ser melhor sistematizadas ganhando qualidade em design e produção, alavancando sua posição, incluindo esse polo entre os melhores do país.

Fundamentado na busca por melhorar o desempenho deste setor da economia pernambucana o Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções de Pernambuco – NTCPE atua na elaboração de estratégias que potencializem uma trajetória de crescimento sustentável, diferenciada, com responsabilidade social e ambiental. Para isto, a organização promove a interação e cooperação entre empresas, universidades, entidades de apoio, organizações governamentais e não governamentais ligadas à Cadeia T&C de Pernambuco.